O edifício STOP, recentemente designado como Monumento de Interesse Municipal, atualmente atua como um centro cultural com 126 lojas, principalmente abrigando salas de ensaio e estúdios de música.
Durante uma visita ao local, o candidato Nuno Cardoso afirmou que o centro possui “enorme potencial, um diamante em bruto”, devido à concentração de “tantos músicos num espaço confinado.”
“Saio daqui com ideias mais claras sobre a importância de a Câmara Municipal estar mais presente e ser parceira desses artistas, que ao longo do tempo se reuniram aqui. Discutimos algumas ideias, particularmente a potencialidade de um espaço para performances com programação cultural contínua, servindo como palco para esses artistas começarem a se conectar com futuros fãs,” declarou.
Se for bem-sucedido nas eleições de 12 de outubro, Nuno Cardoso indicou a disposição da Câmara do Porto de “comprar algumas lojas e, como proprietário, ser parceiro na gestão do edifício e contribuir para o desenvolvimento deste espaço.”
“Queremos uma câmara amigável e proativa. Somente assim construiremos a cidade que imaginamos, que é uma cidade solidária, inovadora e criativa, posicionada para liderar o país,” afirmou o candidato.
Nuno Cardoso pretende criar no STOP “uma interface entre músicos veteranos, que ocupam o espaço há 20 a 30 anos, e músicos mais jovens, permitindo que estes últimos se desenvolvam como artistas com o apoio de seus colegas mais experientes.”
“Uma vez que os artistas mais jovens precisam de espaços mais acessíveis, o governo local proporcionaria as lojas que adquirir,” explicou.
O plano também envolve a criação de locais para performances e pequenos concertos para músicos. “Aproveitar as duas salas de cinema e a boate que aqui operava, agora fechada,” notou, poderia fazer parte desta iniciativa.
“A Câmara também pode ser proativa, possivelmente alugando ou adquirindo esses espaços para uso dos músicos. Este local precisa de maior projeção internacional, pois é um caso verdadeiramente exemplar e intrigante que surgiu espontaneamente no Porto e não existe em outro lugar. É crucial aproveitar isso e dar-lhe reconhecimento internacional, por exemplo, convidando bandas para se apresentarem e gravarem aqui,” acrescentou.
Várias lojas no STOP foram fechadas em julho de 2023 após uma inspeção policial.
O centro foi encerrado por falta de alvarás de utilização e condições de segurança, reabrindo em agosto após a implementação de medidas de segurança.
No dia 30 de julho, o STOP foi oficialmente reconhecido como monumento de interesse municipal, conforme um aviso publicado no Diário da República, estabelecendo uma zona de proteção de 50 metros em torno do edifício.
Os candidatos ao Município do Porto são Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU), Nuno Cardoso (Porto Primeiro), Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto – independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
A câmara atual é composta por uma maioria de seis membros do movimento de Rui Moreira e um vereador independente, com os restantes dois do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.









