À primeira vista, pode parecer inusitado associar uma orquestra – normalmente ligada ao rigor técnico da música erudita – a um repertório mais festivo. Perguntamos ao diretor artístico do Teatro Nacional São Carlos, Pedro Amaral, se esse formato representa um desafio técnico. “É necessário ‘conduzir’ a orquestra com um pulso que seja ao mesmo tempo rigoroso e flexível. É fundamental incorporar o ritmo característico da valsa e permitir que a orquestra ‘dance’, alcançando um equilíbrio entre firmeza e plasticidade. Essa é a verdadeira magia, e também o virtuosismo da direção musical: conseguir transmitir à orquestra, simultaneamente, liberdade e segurança”, explica o maestro e compositor.
O programa inclui composições de Johann Strauss II, conhecido como o ‘rei da Valsa’, além de obras de Josef e Eduard Strauss. Segundo Pedro Amaral, “o repertório é festivo e elegante, pertencente à grande tradição vienense, especialmente ligado à época do Carnaval. Parece-nos absolutamente apropriado para um Baile de Carnaval no Dia dos Namorados!”
A escolha do Capitólio não foi acidental. O diretor artístico o descreve como “um espaço repleto de memórias”, ideal para recriar a elegância dos salões do século XIX: “a orquestra estará no palco, enquanto a plateia se transforma em um amplo salão de baile, onde o público pode dançar livremente. Haverá cadeiras ao redor para quem quiser descansar. Contudo, a plateia se tornará, na verdade, um segundo palco, repleto de coreografias variadas, onde os próprios espectadores são os artistas!”
Baile de Carnaval resgata, dessa forma, a tradição vienense que moldou a identidade cultural da família Strauss, convidando os lisboetas a redescobrir um universo cosmopolita onde dança e humor se entrelaçam em perfeita harmonia. O convite está feito: “no Dia dos Namorados, traga o seu par e venha dançar e se divertir!”








