Sete mulheres cuja história pensamos conhecer – algumas com profundidade, outras nem tanto, mas sobre todas temos uma ideia do que realizaram: Maria, Maria Madalena, a imperatriz Teodora, Fillide Melandroni, Joana d’Arc, Harriet Tubman e a irmã Lúcia. O mais recente livro de Pedro Vieira, Vénus em Chamas – E Deus instrumentalizou a Mulher, chega às livrarias no próximo dia 16, sob a chancela da Penguin. “Sete mulheres que simbolizam todas as mulheres”, é o que se afirma na apresentação desta obra, onde o autor traz uma narrativa híbrida que se caracteriza por uma “reconstituição histórica ficcionada e investigação” para refletir sobre como a história das mulheres foi escrita por homens, segundo suas vontades e interesses. “São figuras que não puderam contar suas próprias histórias, cujas biografias foram moldadas segundo os caprichos da época ou de relatos posteriores”, destaca.
O livro surge na sequência do podcast criado em parceria com a historiadora Raquel Vaz Pinto, intitulado As Amigas de Eleanor, promovido pela FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, onde discutiam mulheres que deixaram sua marca na história da política, ciência e artes. “Fiquei motivado a explorar mais”, revela, explicando que este é o momento apropriado para tal. “Estamos vivenciando um período crítico, uma espécie de retrocesso social, em que homens e jovens estão retomando uma masculinidade tóxica. As mulheres estão apenas se levantando e já estão sendo empurradas para baixo novamente.”
Um livro que é uma excelente sugestão de leitura para a próxima semana. Para esta, Pedro Vieira recomenda outras opções.
Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes
A 14 de fevereiro, às 19h
no Cinema Medeia Nimas
Até 18 de fevereiro, o Nimas dedica um ciclo a Alfred Hitchcock, celebrando sua vasta obra. Esta semana, são apresentados 12 títulos, e a escolha de Pedro Vieira é o filme Vertigo – A Mulher Que Viveu Duas Vezes, de 1958, com James Stewart e Kim Novak. “É uma oportunidade de assistir a este clássico na tela grande. Além disso, a projeção de Vertigo acontece no Dia dos Namorados, o que acho interessante, já que o filme apresenta personagens com uma relação bastante complexa.”
Baile de Carnaval
A 15 e 17 de fevereiro, das 14h30 às 16h30 e das 17h às 19h; 16 de fevereiro, das 18h às 20h
no Lu.Ca – Teatro Luís de Camões
Já se tornou uma tradição o Baile de Carnaval do Lu.Ca, que transforma a sala em uma pista de dança com a presença de DJs convidados. No domingo, 15, o DJ Benjamim ficará responsável pela música para os foliões, sejam eles crianças ou adultos (nos outros dias, será Ana Markl). “Já participei de edições anteriores e, na verdade, os adultos se divertem tanto quanto os mais novos. É uma ótima oportunidade para pais e mães dançarem com seus filhos.”
Trilogia da Paixão
Livro de Ariana Harwicz
Elsinore
Maternidade, desejo feminino e transgressão – o livro de Ariana Harwicz inspirou Mata-te, Amor, que estreou em janeiro nos cinemas, com Jennifer Lawrence no papel principal. “Ainda não vi o filme, mas o livro é um dos mais desafiantes que li recentemente. Sua escrita é desconcertante e provocativa, com um estilo selvagem que me impressionou bastante.”
Um Dia, Sempre Teremos Sido Todos Contra Isto
Livro de Omar El Akkad
Tinta da China
O livro do jornalista Omar El Akkad tomou emprestado o título de um tuíte que publicou em 25 de outubro de 2023, no momento em que os bombardeios em Gaza se intensificaram, observando a passividade do Ocidente. “É um livro muito interessante sobre Israel e a Palestina. Uma espécie de catarse sobre identidade e os valores progressistas e sua aplicação. Muitos livros foram escritos sobre esse tema, mas este apresenta um ângulo diferente. É quase uma purga pessoal.”
Andor
Em streaming na Disney+
“Esta série foi uma surpresa para mim. Estou completamente desconectado do universo de Star Wars, por isso, inicialmente, não tinha curiosidade em assisti-la, mas fui conferir e é extraordinária. Trata-se, sobretudo, da resistência ao poder imperial. É uma obra muito oportuna e serve como um ótimo manual para os dias atuais. Uma história de rebelião contra a opressão.”








