Era uma vez um mosquito e uma cidade de dragões, onde se contava “uma história que inventei”. Muitas histórias, centenas delas, foram contadas através de animações ou com atores reais. Na 13.ª edição do Play, todas essas narrativas poderão ser vistas no grande ecrã, de 21 de fevereiro a 1 de março, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Júnior e no Cinema Ideal. O festival, dedicado a filmes para crianças e adolescentes, está de volta a Lisboa com quase 200 títulos de 50 países diferentes.
Como “um convite permanente a sonhar”, o Play valoriza o cinema como um “ponto de partida para a curiosidade, o pensamento e a criação”. A sua inspiração vem de Salette Tavares, uma figura central da poesia experimental em Portugal, que nos oferece sua visão: “A abordagem inovadora de Salette ressoa com o espírito do festival, que funde cinema, experimentação e liberdade criativa. Para ela, criar é brincar: experimentar, combinar, transformar. Sua obra é um espaço de liberdade, invenção e diálogo entre palavra, forma e imaginação.”
As sessões são organizadas por faixas etárias – 1 a 2 anos (bebés), 3 a 5 anos, 6 a 9 anos, 10 a 13 anos e acima de 13 anos – e o festival inclui também oficinas de animação, dobragem e construção. A realizadora húngara Nóra Lakos é a convidada especial deste ano, vindo a Lisboa para apresentar seu filme mais recente, Acidentalmente Escrevi um Livro, e conduzir um ateliê sobre o funcionamento dos castings. O festival ainda destaca três curtas-metragens portuguesas em imagem real: Neko, de Inês Oliveira, Francisco Perdido, de Frederico Mesquita, e, em estreia, Rui Carlos, de Margarida Paias.
No final, serão escolhidos os melhores filmes desta edição, com muitas opções para escolher. Desde o rapaz que apagou os beijos até a rapariga do banjo, da receita da avó à cenoura esquisita, do ovo sem mãe às lágrimas da pequena nuvem. E, claro, da cidade dos dragões ao tal mosquito.








