As Jornadas de Diogo Faro

As Jornadas de Diogo Faro


No seu trabalho, Diogo Faro combina comédia, crítica política e ativismo. Iniciou-se escrevendo textos satíricos e gravando vídeos sobre temas como política, desigualdade social, racismo, homofobia, feminismo e precariedade. Com o tempo, criou espetáculos de stand-up comedy – como Lugar Estranho, Processo de Humanização em Curso, Sensivelmente Idiota e Aquecimento – além de publicar vários livros, incluindo Não Queiras Ser Feliz – Faz Antes Estas Coisas, Rir é Resistir e Somos Todos Idiotas.

Na sua mais recente obra, Planeta Z, lançada este mês, as vozes são das pessoas da geração Z, abordando temas sem filtros e paternalismos. Usando humor e empatia, Diogo Faro conduz diálogos sobre tópicos como habitação, mudanças climáticas, saúde mental, violência sexual online, identidade de gênero e masculinidade tóxica com jovens influentes, como António Brito Guterres, Kiko is Hot, e Inês Marinho, entre outros.

Polémico

Ciclo de stand-up comedy
Na Musa de Marvila, a 18 de março, às 21h

“Chamam-se Polémico as novas noites de stand-up na Musa de Marvila, com o anfitrião Duarte Correia da Silva e, todos os meses, humoristas diferentes que trazem os seus takes mais polémicos. E, por acaso, estarei lá na sessão deste mês, dia 18. Apareçam!” A proposta surge das opiniões pouco consensuais que qualquer pessoa possa ter sobre diversos assuntos. Os comediantes, junto ao público, exploram essas opiniões desconfortáveis.

Coletivo Gira

Na Fábrica Braço de Prata, a 21 de março, às 16h

Criado por mulheres imigrantes em Portugal, os eventos do Coletivo Gira promovem a cultura afro-brasileira, igualdade de gênero, respeito e celebração, focando em mulheres, pessoas negras e a comunidade LGBTQIAP+ através do samba. As rodas de samba oferecem um espaço inclusivo, onde não é tolerada qualquer forma de discriminação ou violência. “O Coletivo Gira é uma roda de samba composta só por mulheres incríveis. Já participei várias vezes, e tenho certeza que voltarei. Elas agora estão sediadas na Fábrica Braço de Prata, aos sábados à tarde. No dia 21, estarão lá. Confiem em mim, não vão se arrepender.”

Concerto da Primavera da Orquestra Metropolitana de Lisboa

No Teatro Tivoli BBVA, a 22 de março, às 17h

O programa deste Concerto de Primavera inclui a Sinfonia Pastoral, de Beethoven, e o concerto Dreamachine, de Daugherty. Na Sinfonia Pastoral, Beethoven evoca paisagens e emoções da natureza – desde um sereno dia à beira de um riacho até a uma tempestade de verão – através de alegorias sonoras que estimulam a imaginação do ouvinte. Em um estilo diferente, o percussionista Rodrigo Azevedo interpreta Dreamachine, de Michael Daugherty, um concerto que celebra a imaginação humana, passando de Leonardo da Vinci até Mr. Spock, da série Star Trek – Caminho das Estrelas. “Cheio de Beethoven, e não só. Tenho um carinho especial pela Metropolitana, pois foi lá que fiz o conservatório de clarinete, e por isso, sempre a recomendarei.”

Parques e Jardins

“Não é um evento cultural organizado, mas é uma sugestão que deixo: usarmos mais os jardins e os parques, agora que a Primavera está aqui. Seja para passear os cães, brincar com as crianças, fazer piqueniques ou até organizar pequenos eventos culturais como leituras de poesia ou oficinas de escrita criativa. Não temos uma cultura muito forte de parques (uma vez que temos as praias quando está bom tempo), mas enquanto não estiver realmente calor, devemos aproveitar mais essas áreas para fomentar nossas comunidades.”, considera Diogo.

Mendigos e Altivos

Romance de Albert Cossery, edição Antígona

Gohar, um ex-professor universitário de Literatura e Filosofia que escolhe ser mendigo, vagueia pelas ruas do Cairo, levando-nos a uma reflexão mordaz sobre a moral e as convenções da sociedade moderna. Entre escárnio e crítica, Mendigos e Altivos (1955), de Albert Cossery, apresenta uma visão provocadora do mundo civilizado e é amplamente considerada a obra-prima do autor. “É um dos meus livros favoritos. Embora tenha lido recentemente o recém-editado, do mesmo autor, A Violência e o Escárnio, este não me impactou tanto quanto aquele, com seu humor mais sutil e provocador.”

Não Fossem as Sílabas do Sábado

Romance de Mariana Salomão Carrara, edição Companhia das Letras

Esse romance, que explora o luto de uma mulher que perde inesperadamente o companheiro e se vê obrigada a criar a filha recém-nascida sozinha, acompanha um recomeço marcado pela ausência. Uma única tragédia entrelaça os destinos de Ana, Madalena e a pequena Catarina, unindo para sempre as mulheres que sobrevivem a essa perda. Com Não fossem as sílabas do sábado, Mariana Salomão Carrara se destaca como uma das vozes mais singulares da literatura em língua portuguesa, em um livro repleto de intimidade emocional. “Estou quase terminando de ler, mas desde a primeira página recomendo a todos. Estou completamente apaixonado pela escrita dela.”

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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