Pedro Cabeleira formou-se em Realização na Escola Superior de Teatro e Cinema. Sua primeira curta-metragem, Estranhamento, que também serviu como sua tese de conclusão de curso, foi selecionada oficialmente para o Fantasporto em 2014. No mesmo ano, ele fundou a produtora VIDEOLOTION, junto com Joana Peralta, Marta Ribeiro, Tiago Simões e Victor Ferreira. A sua primeira longa-metragem, Verão Danado, estreou em Locarno em 2017, onde recebeu uma menção do júri. Em 2019, ele realizou a curta Filomena, encomendada pela Trienal de Arquitetura de Lisboa para a exposição Lisbon Acts. Em seguida, produziu By Flávio (2022), que ganhou o Prémio Sophia de Melhor Curta-Metragem, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema.
Entroncamento, que teve sua estreia mundial no Festival de Cannes no ano passado, na seção ACID, foi filmado na cidade natal do realizador. A narrativa centra-se em Laura, uma jovem que foge de um passado conturbado e busca recomeçar sua vida na cidade ribatejana. Dividida entre um emprego honesto e pequenas fugas do crime, ela cruza com uma juventude desencantada, semelhante a ela. O filme conta com atuações de Ana Vilaça, Cleo Diára, Rafael Morais e o estreante Henrique Barbosa.
Waves & Peace, de Griet Baeyens, está em exibição até 27 de março, no The Lisbon Club55. “Para quem é fã de tapeçaria, recomendo esta exposição de Griet Baeyens, que é verdadeiramente impressionante”, afirma Pedro Cabeleira. A artista, que trabalha dentro da tradição da tapeçaria flamenga, aborda em sua obra temas centrais como as mudanças climáticas, a poluição plástica, as espécies ameaçadas, os direitos humanos e a paz. É uma oportunidade a não perder, visto que esta é a última semana em que o trabalho da artista belga está em Lisboa.
Tudo é deserto, de Carlota Roque Martins, está em exibição até 24 de março, na Galeria de São Mamede. O realizador alerta: “São os últimos dias para conhecer o trabalho vibrante da artista Carlota Roque Martins”. A exposição da artista lisboeta, nascida em 1992, que tem sua prática voltada para a pintura, explora o contraste entre as infraestruturas rígidas das minas australianas e o lado mais orgânico do deserto.
Elas tiveram medo e foram estará em exibição até 31 de janeiro de 2027, no Museu do Aljube. É uma homenagem às mulheres prisioneiras políticas, que corajosamente resistiram e lutaram contra a ditadura salazarista. Pedro Cabeleira destaca: “Depois do grave afastamento de Rita Rato do Museu do Aljube e de Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto, recomendo vivamente esta exposição no Aljube, curada pela própria Rita Rato. É importante recordar tempos que não desejamos reviver e, mais importante, não deixar que o legado dos que lutaram caia no esquecimento. Obrigado, Rita.”









